Minerais estratégicos
Os elementos que movem a transição energética global.
Terras Raras são um grupo de 17 elementos químicos da tabela periódica, essenciais para a fabricação de ímãs permanentes, baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos e tecnologias de defesa.
Apesar do nome, muitos destes elementos não são necessariamente "raros" na crosta terrestre, mas costumam ocorrer em concentrações economicamente aproveitáveis em poucos depósitos no mundo, o que torna seu suprimento estratégico.


Estratégia de Processamento Downstream
O plano de longo prazo da Sozo Terra inclui a avaliação de oportunidades de processamento downstream e separação e acabamento de terras raras na região da Costa do Golfo dos EUA e no corredor de Houston.
A estratégia tem como objetivo conectar a futura produção de concentrados no Brasil com potenciais cadeias de suprimento norte-americanas de separação, purificação, metalização, produção de ligas e materiais magnéticos.
O foco inicial da Fase 1 permanece na concentração modular e qualificação de produtos no Brasil. O processamento downstream nos EUA constitui uma rota futura de desenvolvimento, sujeita a especificações de clientes, validação técnica, financiamento, licenciamento e parcerias estratégicas. Nenhum local de processamento nos EUA foi selecionado até o momento.
Lantanídeos, Escândio e Ítrio - base da nova economia.
Lantânio (La), Cério (Ce), Praseodímio (Pr), Neodímio (Nd), Promécio (Pm), Samário (Sm), Európio (Eu).
Gadolínio (Gd), Térbio (Tb), Disprósio (Dy), Hólmio (Ho), Érbio (Er), Túlio (Tm), Itérbio (Yb), Lutécio (Lu), além de Ítrio (Y) e Escândio (Sc).

Tecnologias críticas para descarbonização, defesa e eletrônica.
Ímãs permanentes de NdFeB para motores de veículos elétricos e híbridos.
Geradores de turbinas offshore e onshore utilizam até 600 kg de Terras Raras por unidade.
Smartphones, displays, lasers, fibras ópticas e baterias de níquel-hidreto metálico.
Sistemas de guiagem, radares, satélites, mísseis e ligas de alto desempenho.
Cério e Lantânio em conversores catalíticos automotivos e refino de petróleo.
Gadolínio em contrastes de ressonância magnética e dispositivos médicos.
A demanda por Terras Raras deve crescer mais de cinco vezes até 2040, impulsionada pela transição energética e pela eletrificação da mobilidade. A China responde hoje por cerca de 60% da produção mundial e mais de 85% do refino, gerando preocupação global sobre a segurança da cadeia de suprimentos.
O Brasil possui a terceira maior reserva mundial de Terras Raras e ocupa posição estratégica para se tornar fornecedor confiável aos mercados ocidentais. Minas Gerais concentra parte significativa do potencial geológico nacional, com depósitos lateríticos favoráveis à exploração sustentável.
No projeto da Sozo Terra Insights, as Terras Raras ocorrem principalmente associadas a perfis de laterita e saprolito desenvolvidos sobre rochas hospedeiras específicas, identificadas na região da Serra do Brigadeiro.
A empresa vem executando campanhas de amostragem sistemática, análises químicas e estudos petrográficos com o objetivo de delimitar zonas enriquecidas em Terras Raras e compreender os controles geológicos da mineralização.

A área pesquisada insere-se no contexto do Cinturão Brasília Meridional e da borda do Cráton do São Francisco, com presença de rochas metamórficas, intrusões alcalinas e perfis de alteração intempérica profunda - condições reconhecidas mundialmente como favoráveis à concentração de Terras Raras em depósitos do tipo iônico-adsortivo (IAD).
Os trabalhos de campo da Sozo Terra Insights incluem mapeamento estrutural, amostragem geoquímica sistemática, análises por ICP-MS, petrografia microscópica e modelagem 3D dos perfis de laterita e saprolito, integrando dados regionais a um banco geológico proprietário em desenvolvimento.

O ouro figura como mineral secundário nos alvos prioritários, identificado por meio de amostragens de sedimentos de corrente e pela contagem de pintas, contribuindo para a caracterização integral do potencial mineral da área.
As Terras Raras são o foco principal da avaliação técnica e do caminho de definição de recursos. O ouro também é avaliado como mineral secundário; sua relevância técnica e econômica permanece sujeita a validação adicional.